107 partituras de Sinhô (José Barbosa da Silva) agora disponíveis! (Parte 1)

É com grande alegria que anunciamos a disponibilização de 107 partituras compostas pelo grande sambista Sinhô (1888-1930), cujo nome verdadeiro era José Barbosa da Silva. Esta é a primeira vez que o IPB gera sua própria edição online, com partituras que passaram por uma criteriosa revisão.

Sinhô foi um compositor dos primórdios do samba, cujas músicas foram publicadas entre 1917 e 1930, frequentador das reuniões na casa da Tia Ciata, e que tocava piano e violão em clubes carnavalescos como Kananga do Japão e Ameno Resedá. Também era pianista das lojas de instrumentos e editoras de partituras Casa Beethoven e Carlos Wehrs.


José Barbosa da Silva (Sinhô). Foto publicada na capa do programa da palestra "O retrato musical de Sinhô", proferida por Almirante em 22 de abril de 1957 no Golden Room do Copacabana Palace Hotel.

Compositor polêmico, desafiava sambistas rivais, e gerava “discussões musicais”, como aconteceu com seu samba “Quem são eles”, que foi respondido por Pixinguinha com “Já te digo”, antecipando em mais de uma década a famosa rixa musical entre Noel Rosa e Wilson Batista. Também foi acusado de plágio algumas vezes, especialmente por Heitor dos Prazeres, ao que Sinhô respondia, sempre provocante, e algo pernóstico: “Samba é como passarinho, é de quem pegar...”.

Admirado por Manuel Bandeira e Fructuoso Vianna, foi autor de grandes sucessos, como O pé de anjo, Gosto que me enrosco, e o indefectível Jura, gravados por célebres cantores como Francisco Alves, Mário Reis e Carmen Miranda. Suas músicas são principalmente de caráter urbano, e falam das modas e costumes do cotidiano, incluindo sátiras políticas. Mas há também algumas de inspiração afro-brasileira e outras de cunho sertanejo. Quase todas possuem letra, do próprio Sinhô, mas algumas são instrumentais, como a valsa Leonor, o ragtime Pianola, e a polca Kananga do Japão. Seu gênero preferido era o samba, que ainda não tinha a batida que conhecemos hoje, que só viria a se consolidar na década de 1930, após sua morte. O ritmo de seus sambas aproximava-se mais dos maxixes, tangos brasileiros e polcas, com fortes raízes no século XIX, assim como os sambas de outros compositores primordiais, como Donga.

Não é à toa que Sinhô foi alcunhado “Rei do samba”: foram mais de 81 músicas compostas por ele com esta denominação. Aliás, ele era um inovador na hora de subtitular suas músicas, utilizando termos como: samba da favela, samba da fuzarca, samba do partido alto, samba médio, samba-batuque, samba-maioral, samba-canção e até mesmo samba-choro. Mas em sua obra vemos também canções, marchas carnavalescas, maxixes, e algumas belíssimas e líricas valsas (como Recordar é Viver, Leonor, e Cauã).


Caricatura de Sinhô, de autoria de Kalixto.

As dedicatórias de cada peça também merecem ser analisadas em detalhe, pois revelam suas ligações com os diversos clubes carnavalescos, e com a imprensa. Também há duas curiosas músicas de propaganda: Só... Na Casa Aguiar ("Grande e variado sortimento de tecidos de seda, linho e algodão, tudo de primeira e garantido”), e Super-Ale (bebida da Cervejaria Polônia Ltda.).

Por mais de dois anos, fizemos uma ampla busca por edições originais de suas partituras em bibliotecas e acervos particulares (veja a lista completa nos agradecimentos). O resultado revelou inúmeras partituras ainda pouco conhecidas do Rei do samba, e com uma importante característica: as versões para piano solo mostram como Sinhô tocava - um pianista de grande criatividade, que fazia uso de ritmos vivazes e de muitos ornamentos (especialmente mordentes e trinados), sempre criando frases interessantes nos baixos, algumas delas verdadeiras “assinaturas musicais”. Também chama a atenção o uso frequente de tons “bemóis”, como ré bemol, sol bemol e mi bemol.


Capas de diversas partituras de Sinhô, publicadas durante sua vida.

Sinhô deixou pouquíssimas gravações, e mesmo assim apenas como acompanhador. Aqui temos uma oportunidade única de conhecer seu estilo mais de perto, "calçar suas luvas", e ver como ele de fato tocava ao piano solo. Praticamente nenhuma destas versões originais foi gravada por pianistas. É um tesouro que ainda aguarda ser descoberto.

Embora tenhamos encontrado cerca de 60 edições originais, publicadas durante a vida de Sinhô, muitas ainda permanecem desaparecidas. Para compensar estas lacunas, recorremos a orquestrações de arranjadores como J. Casado, Bento Mossurunga e Pixinguinha, que contêm a redução para piano solo, e também a um álbum de partituras editado pela Todamérica postumamente, em 1952, que contém a melodia e letra das músicas.

Nos casos mais extremos, em que não se encontrou nenhuma partitura, recorremos à transcrição das melodias a partir das gravações, principalmente de 78-RPMs. Duas obras importantes de Sinhô para piano solo, Pianola e Leonor, foram transcritas a partir das gravações interpretadas por seu amigo Augusto Vasseur no LP “Sala de Espera do Cinema Avenida”, lançado em 1957.

Mesmo com estes esforços, das 161 partituras catalogadas, 54 (33%) permanecem desaparecidas. Pode parecer inacreditável que 1/3 da obra de um compositor tão famoso e estudado como Sinhô esteja desaparecido, mas infelizmente este é o padrão para a grande maioria dos compositores brasileiros: praticamente todos possuem obras desaparecidas. Algumas delas sabemos que foram publicadas durante a vida de Sinhô - fornecemos o nome da editora e o número de chapa sempre que possível - outras provavelmente permaneceram em manuscritos, ou talvez jamais foram grafadas. Peças como o ragtime Black time, o batuque africano Bôfé Pámin Dgé, a série de coleções pedagógicas, o fox-trot Meu Brasil, a valsa lenta Queda d'água e o tango argentino Viruta y Chicharrón terão que esperar para virem à tona.

Esta edição foi possível graças ao trabalho precioso de Adalberto Carvalho, que realizou as editorações no programa Finale e transcrições das melodias. Alexandre Dias revisou todas as partituras, e também realizou transcrições a partir dos audios.

Todas as letras são de Sinhô, exceto quando indicado o contrário. Além das dedicatórias originais, apresentamos, sempre que possível, a editora e o número de chapa (nº ch) de cada partitura consultada. A maior parte das datas foi extraída do catálogo elaborado por Edigar de Alencar em seu livro “Nosso Sinhô do samba”, publicado em 1968. Também foram consultados os verbetes relativos a Sinhô elaborados por Ary Vasconcelos em seus livros “Panorama da Música Popular Brasileira Vol.1” (1964) e “A nova música da república velha” (1985).

Além dos pdfs de cada obra, disponibilizamos os arquivos midi e os respectivos mp3s dos mídis, para facilitar o acesso a estas músicas.

Clique aqui para baixar todas as partituras em um único pdf.

 

Total: 161 partituras catalogadas (107 partituras disponibilizadas)

63 para piano solo

44 contendo apenas melodia e letra (7 vindas de edições póstumas e 37 transcritas a partir de gravações da época)

54 estão desaparecidas (isto é, não foram encontradas nem em partituras, nem em gravações)

 

Partituras para piano solo (incluindo a letra)

7 coroas, samba-batuque, 1922. “Às andorinhas”. Viúva Guerreiro & Comp. nº ch. 675. Anunciado como "Samba da favela", em uma contracapa de partitura da Casa Viúva Guerreiro, e "Dedicado ao Grupo das Andorinhas do Club dos Fenianos". [PDF] [MP3] [MIDI]

A cocaína, canção-tango, 1923. “Oferecido ao carinhoso amigo Roberto Marinho”. Viúva Guerreiro & Comp. nº ch. 726. Criação da artista Celeste Reis. [PDF] [MP3] [MIDI]

A favela vai abaixo!..., samba-choro, 1927. “Dedicado aos meus amigos Marques Porto e Luiz Peixoto, que, como eu, sentem a grandeza da terra carioca”. Casa Bevilacqua nº ch. 9090. Segundo Edgar de Alencar: "Há duas versões da letra, uma delas adaptada para o teatro". [PDF] [MP3] [MIDI]

A juriti (É daqui), marcha, 1925. “Homenagem aos cronistas Vagalume e K-nôa”. Seção Chopin (Manuel de Faria), sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]

A medida do Senhor do Bonfim, samba-choro, 1928. “Ao Dr. Antonio Prado”. Porfírio Martins & C. - "À Guitarra de Prata", sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]

Ai u ê dendê!, marcha carnavalesca, 1927. “À minha filha Déa B. Silva”. Campassi & Camin nº ch. 3420. [PDF] [MP3] [MIDI]

Alegrias de caboclo, canção-cateretê, 1927. “Dedicada a minha mãezinha ‘Rosa Maia’ e a minha feliz companheira ‘Nair S. Moreira’ ”. Carlos Wehrs & Cia., nº ch. 1158. [PDF] [MP3] [MIDI]

Alivia estes olhos, samba médio, 1920-1921. “Dedicado aos ‘Democráticos’ e oferecido a Bola Preta”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. Também publicado por Viúva Guerreiro & Comp. [PDF] [MP3] [MIDI]

Amar, a uma só mulher, samba-canção, 1927. “Ao ilustre Dr. Alvaro Moreyra”. Campassi & Camin, nº ch. 3429. Acima do título, consta: "Grande sucesso do American-Jazz". Na capa consta: "Grande sucesso do PAN-AMERICAN - Cassino Copacabana". [PDF] [MP3] [MIDI]

Amor sem dinheiro (Diz-maia) (Lastimo a tua sorte), samba carnavalesco, 1926. “Dedicado ao amigo Oscar Maia - Homenagem aos amigos Tutú e Jesus”. Carlos Wehrs & Cia., nº ch. 1086. [PDF] [MP3] [MIDI]

Bem-te-quero, samba carnavalesco, 1927. “Sinhô, ‘o rei do samba’, oferece ao amigo Julio Monteiro Gomes ‘Júlio Leiloeiro’. Homenagem ao club dos ‘Tenentes’ ”. Edição independente, sem nº ch. Na capa consta "J. B. Silva – Sinhô – apresenta os seus grandiosos sucessos para o Carnaval de 1927". [PDF] [MP3] [MIDI]

Burro de carga, samba, 1927. “Dedicada ao meu amigo José de Patrocínio Filho”. Campassi & Camin, nº ch 3418. Também publicada por Campassi & Camin nº ch 2805 em arranjo para piano e 8 instrumentos. Assinada sob o pseudônimo J. Curangi. Gravada como "Carga de burro". [PDF] [MP3] [MIDI]

Cabeça de promessa, marcha democrática, 1924. “Homenagem aos amigos Duarte Feliz e Joãozinho”. Viúva Guerreiro & Comp. nº ch 763. [PDF] [MP3] [MIDI]

Cada um por sua vez, sambinha, 1920. “Dedicada à República dos Trouxas - Oferecida ao Club dos Democráticos”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. Inspirado no folclórico Casinha de Bambuê. [PDF] [MP3] [MIDI]

Canção roceira (Casinha de sapé), samba, 1920. “Dedicada ao Estado de São Paulo e oferecido aos camaradões ‘Democráticos’ ”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. O gênero também é listado como Toada-cateretê. [PDF] [MP3] [MIDI]

Caneca de couro, samba, 1924. Casa Carlos Gomes, sem nº ch. No cabeçalho, consta: "Adotado e premiado pelo conjunto do Jazz-Band Sul Americano Romeu Silva". Também se tornou conhecida como "Reminiscências do Passado". Também publicada por Manoel Faria, sem número, como maxixe. [PDF] [MP3] [MIDI]

Cansei!, choro-samba, 1929. Edição Guanabara No.21 em arranjo de Bento Mossurunga para pequena orquestra (redução para piano deste arranjo). [PDF] [MP3] [MIDI]

Carinhos de vovô, romance pedagógico, 1928. “Ao ilustre professor Hemeterio dos Santos”. Carlos Wehrs & Cia., nº ch. 1527. No cabeçalho, consta: "Criação de Mario Reis". [PDF] [MP3] [MIDI]

Cauã, valsa-choro, 1929. “Dedicada ao Dr. Jenolino Amado, o autor”. Irmãos Vitale nº ch. 641. Também publicada por Irmãos Vitale nº ch. 2935, em arranjo para piano e 8 instrumentos. [PDF] [MP3] [MIDI]

Confessa, meu bem!... , samba carioca, 1919. “Oferecido ao ‘Club dos Democráticos’ e dedicado à República dos Trouxas”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]

Custe o que custar... , samba, 1922. “Oferecido ao Club dos Fenianos e aos queixosos... / Ao Brisa”. Viúva Guerreiro & Comp. nº ch. 660. Na capa esta mesma música é anunciada com a seguinte dedicatória: "Dedicada ao Brisa, enfant gaté do Club dos Fenianos". [PDF] [MP3] [MIDI]

De boca em boca! (O boi), samba do partido alto, 1921. “Dedicado ao Estado de Pernambuco e oferecida aos dignos pelotários do Frontão Carioca”. Viúva Guerreiro & Comp., sem nº ch. Também conhecido como "Segura o boi". Segundo Edgar de Alencar, foi lançado inicialmente sob o pseudônimo P. Madapuá, na 1ª edição da Casa Beethoven; já na 2ª edição, consta o nome de J. B. Silva. [PDF] [MP3] [MIDI]    

Deus nos livre dos castigos das mulheres... (O preto que tinha a alma branca), samba-canção, 1928. Porfírio Martins & C. - "À Guitarra de Prata", sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]

Dor de cabeça, samba carnavalesco, 1924. “Homenagem ao amigo Moraes (Barulho) - Dedicado aos amigos da Imprensa - Cap. Meirelles, O. Herencio, C. Silva, R. Azevedo, A. Neto, J. Dias, D. Darduan, J. Vianna, N. Guedes, F. Foz, C. Soares, C. Andrade, A. L. Sant'Anna e A. Santos”. Casa Carlos Gomes, sem nº ch. Também publicado por Porfírio Martins & C. - "À Guitarra de Prata" e por Manuel Faria, sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]          

Eu não quero saber mais dela!... , samba-choro, 1927. Campassi & Camin, nº ch. 3405. Publicado também pela Casa Bevilacqua, nº ch. 9084, sob o título "Não quero saber mais dela!...", e com o gênero “samba da favela”. Também publicada em edição Teatro Recreio, sem nº ch.. Segundo Edgar de Alencar: "Foram feitas duas versões, uma das quais adaptada para dueto e lançada primeiramente no Recreio, na revista Paulista de Macaé". [PDF] [MP3] [MIDI]        

Fala baixo, marcha carnavalesca, 1921. “Oferecido ao amigo Cavanellas. E dedicado ao Club dos Fenianos. - Homenagem aos africanos”. Viúva Guerreiro & Comp., nº ch. 652. Obs. Aparece em um anúncio da casa Viúva Guerreiro com a seguinte dedicatória: "Dedicada ao glorioso Club dos Fenianos". Também publicado por Campassi & Camin, nº ch. 2250. [PDF] [MP3] [MIDI]           

Fala meu louro, samba do partido alto... , 1919. “Dedicado ao Estado da Bahia e oferecido ao Club dos Democráticos”. Viúva Guerreiro & Comp., sem nº ch. Também publicado por Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. Também conhecido pelos títulos "A Bahia não dá mais coco", "Quem é bom já nasce feito" e "Papagaio Louro". [PDF] [MP3] [MIDI]

Força e luz, marcha ABEL, 1928. Letra de Candido Castro. Canção da Associação Beneficente dos Empregados da Light, publicada na Revista Light No.5, julho de 1928. [PDF] [MP3] [MIDI]

Golpe feliz, marcha chula, 1926. Carlos Wehrs & Cia., nº ch. 57. Também publicada por Carlos Wehrs, nº ch. 1058, em arranjo para pequena orquestra. [PDF] [MP3] [MIDI]

Gosto que me enrosco (Florzinha), choro-canção, 1928-1929. “Ao meu amigo Luiz Palmerim”. Carlos Wehrs & Cia., nº ch. 1534. Na capa aparece como "samba", porém no cabeçalho da 1ª página consta como "choro-canção". Na capa também consta: "Criação da artista cantora Luiza Fonseca". Heitor dos Prazeres reivindicou a autoria deste samba. [PDF] [MP3] [MIDI]

Jura!, samba-canção, 1928. Porfírio Martins & C. - "À Guitarra de Prata", sem nº  ch. "Criação da nossa divette brasileira Aracy Côrtes". Na capa consta: "O rhapsodo nacional 'Sinhô' - O maior sucesso do mundo - A estrela do choro brasileiro Aracy". [PDF] [MP3] [MIDI]

Kananga do Japão, polca-choro, 1918-1919. Redução para piano do arranjo de Pixinguinha para orquestra, presente no Instituto Moreira Salles. Também publicado em 1958 por Todamérica - Melodias Populares Ltda., nº ch. 174, em partitura contendo apenas a melodia, e o gênero constando como "choro". [PDF] [MP3] [MIDI]

Leonor, valsa lenta, 1918. Transcrita a partir da gravação presente no LP "Sala de Espera do Cinema Avenida" (Sinter 1113), lançado em 1957, interpretada por Augusto Vasseur ao piano. A edição Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch., não foi encontrada. Segundo Ary Vasconcelos, é uma parceria com Augusto Vasseur, embora na partitura não conste seu nome. [PDF] [MP3] [MIDI]

Macumba (Gegê), samba, 1923. “Homenagem à ‘A noite’ - Oferecida aos amiguinhos Mario Magalhães e Roberto Marinho”. Viúva Guerreiro & C., nº ch. 708. [PDF] [MP3] [MIDI]

Mil e uma trapalhadas, samba. Suposta parceria com Wilson Batista. Publicada em 1964 por Todamérica - Melodias Populares, nº ch. 293, em arranjo simplificado para piano por Pereira dos Santos, transcrito a partir da gravação de Moreira da Silva. [PDF] [MP3] [MIDI]  

Minha paixão, marcha carnavalesca, 1923. “Ao Miguel Cavanellas - Homenagem ao Theophilo Trombone”. Viúva Guerreiro & Comp., nº 696. [PDF] [MP3] [MIDI]

Não posso me amofinar, samba carnavalesco, 1921-1922. “Dedicado aos Fenianos - Homenagem aos Africanos - Ao Chaby”. Viúva Guerreiro & Comp., sem nº ch. 650. Segundo Ary Vasconcelos, esta música foi composta a partir da marcha-rancho "Resposta à inveja". Em uma das propagandas da editora, a dedicatória aparece como "Dedicado ao carnavalesco Chaby do Club dos Fenianos". [PDF] [MP3] [MIDI]

O bobalhão, charleston carnavalesco, 1927-1928. “Aos amigos Antonio David e Salvador Laviolla”. Irmãos Vitale, nº ch. 430. [PDF] [MP3] [MIDI] 

Ó mão de lixa!... , marcha carnavalesca. “Ao Club dos Democráticos”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia.     , sem nº ch. Segundo Ary Vasconcelos, "espécie de suíte de O Pé de Anjo". [PDF] [MP3] [MIDI]

O pé de anjo, marcha carnavalesca, 1919. “Democráticos”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. Segundo Edgar Alencar: "Talvez a primeira marchinha editada com a designação de marcha - e também a primeira gravação de Francisco Alves". [PDF] [MP3] [MIDI]

Ó Rosa!... , marcha-chula, 1926. “Dedicada aos amigos Isidoro dos Santos, Carlos Mendes e ao jovem Amorim (do peito) - Homenagem à ‘N. S. da Penha’ ’. Carlos Wehrs & C., nº ch. 1091. [PDF] [MP3] [MIDI]

Ora vejam só, samba carnavalesco, 1927. “Homenagem a bola preta, criação do exímio ator Henrique Chaves - Dedicado aos amigos gratos Alvaro de Oliveira, Jayr e Dangelo”. Carlos Wehrs & C., nº ch. 1311. Na capa consta "Notável criação de Henrique Chaves, o popular cômico da Companhia Margarida Max". Também publicada em arranjo para jazz band por Carlos Wehrs, nº ch. 2057. Segundo Ary Vasconcelos, Heitor dos Prazeres reivindicou a autoria de todo o estribilho (tanto letra como música). [PDF] [MP3] [MIDI]

Pé de pilão... , marcha carnavalesca, 1922. “(Fenianos) Oferecida ao grupo dos Embaixadores - Homenagem ao Diretor Carnavalesco da À Pátria, Sr. Kanôa - Homenagem da Embaixada do Fala Baixo”. Viúva Guerreiro & Comp., nº ch. 672. [PDF] [MP3] [MIDI]

Pianola, ragtime, 1918. Transcrita a partir da gravação presente no LP "Sala de Espera do Cinema Avenida" (Sinter 1113), lançado em 1957, interpretada por Augusto Vasseur ao piano. [PDF] [MP3] [MIDI]

Quando come se lambuza (Ditado antigo) samba carnavalesco, 1923. “Ao Chaby e Sabinas”. Viúva Guerreiro & Comp., nº ch. 698. [PDF] [MP3] [MIDI]

Que vale a "nota" sem o carinho da mulher?!, samba do partido alto, 1928. Sob o pseudônimo de Avlis Bésoj - palíndromo de "José B.  Silva". Carlos Wehrs & C., nº ch. 1509. Acima do título consta: "Criação de Mario Meirelles Reis". [PDF] [MP3] [MIDI]

Quem fala de mim tem paixão, samba-maioral, 1926. “Homenagem ao Copacabana PALACE HOTEL”. Carlos Wehrs & C., nº ch. 1186. Em uma propaganda de partitura aparece como "Quem fala de nós tem paixão". Também publicada por Carlos Wehrs, nº ch. 2040, em arranjo para pequena orquestra (piano, violino, flauta, piston, clarinete, cello e baixo), de J. Casado. [PDF] [MP3] [MIDI]

Quem pode, pode, samba carnavalesco. “Dedicado ao grupo Quem pode, pode... do glorioso ‘Club dos Fenianos’ - Homenagem aos esforçados empregados da ‘Casa Gonçalves’ ”. Viúva Guerreiro & Comp. nº ch. 666. Música composta por Americo F. Guimarães, com letra de Sinhô. [PDF] [MP3] [MIDI]

Quem são eles? (Não era assim que meu bem chorava), samba carioca, 1918. “Dedicado ao Club dos Fenianos”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. Segundo Edgar de Alencar: "Primeira composição editada e gravada de Sinhô. Capa curiosa em homenagem ao Clube dos Fenianos. Nome do autor na capa: José Silva. Na parte interna, retrato do autor e nome José B. Silva (Sinhô). Segundo Ary Vasconcelos, o primeiro título desta música era "A Bahia é boa terra". [PDF] [MP3] [MIDI]

Ratos de raça, samba da fuzarca, 1928-1929. “Aos amigos Joaquim e Mendes”. Letra de A. B. C. Campassi & Camin, nº ch. 3500. Também publicada por Campassi & Camin, nº ch. 2867, em arranjo para piano e 8 instrumentos. [PDF] [MP3] [MIDI]

Sabiá (Schiu! Schiu!), samba-canção, 1927. “Dedicado ao amigo Mário Reis em 28 de julho de 1927, Rio”. Cópia manuscrita da partitura para piano presente na Coleção Mozart de Araújo (CCBB - RJ), com o gênero constando como "sambinha”. A edição Porfírio Martins & C. - "À Guitarra de Prata", sem nº ch., não foi encontrada. Segundo Edgar de Alencar, "houve uma segunda versão com poema de motivo folclórico. Uma se destinou à revista É da Fuzarca". [PDF] [MP3] [MIDI]

Sai da raia, marcha carnavalesca, 1922. “Dedicado ao Exmo. capitalista Sr. José Ortigão - Oferecida aos carinhosos e fieis empregados do Parc-Royal - Homenagem ao Comércio”. Viúva Guerreiro & Comp., nº ch. 667. [PDF] [MP3] [MIDI]

Se meu amor me vê, samba, 1930. Edição Guanabara (No.42) em arranjo de Bento Mossurunga para pequena orquestra (redução para piano deste arranjo). [PDF] [MP3] [MIDI]

Sempre voando, puro samba, 1921. “Oferecido ao Estado da Bahia e dedicado à República dos Trouxas – Democráticos”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]

Só... Na Casa Aguiar, samba carnavalesco, 1927. “Dedicado à elite carioca e aos seus amáveis fregueses e amigos”. Viúva Guerreiro & Comp., sem nº ch. Samba de propaganda da Casa Aguiar, situado na Avenidas Passos, 57. ("Grande e variado sortimento de tecidos de seda, linho e algodão, tudo de primeira e garantido [etc.]". [PDF] [MP3] [MIDI]

Sonho gaúcho, canção, 1922. “Dedicado ao ilustre amigo Augusto T. Vasseur e oferecido ao Estado do Rio Grande do Sul”. Viúva Guerreiro & Comp., sem nº ch. Também publicado por Porfírio Martins & C. - "À Guitarra de Prata", sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]

Super-Ale, samba carnavalesco, 1928. Letra de Ernesto Silva. Casa Sotero, nº ch. 8764. Música de propaganda da cerveja "Super-Ale", Cervejaria Polônia Ltda. Abaixo do nome do compositor, aparece a sigla não-identificada "T. B. S.". [PDF] [MP3] [MIDI]

Tem papagaio no poleiro, samba carnavalesco, 1926. Carlos Wehrs, nº ch. 2038, em arranjo de J. Casado para pequena orquestra (redução para piano deste arranjo). A edição Carlos Wehrs & C., nº ch. 1190 não foi encontrada. Segundo Edgar de Alencar, "continuação de Amor sem dinheiro". [PDF] [MP3] [MIDI]

Tesourinha, samba carioca, 1927. “Ao Edgar Vianna”. Irmãos Vitale, nº ch. 435. Acima do título consta: "Grande sucesso do American-Jazz". [PDF] [MP3] [MIDI]

Tirando o retrato, samba carioca, 1919. “Dedicado ao amigo Capitão F. Garcia”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. No cabeçalho, à esquerda, consta "Nascimento Oi-a ele oi-a ele". [PDF] [MP3] [MIDI]

Vida apertada... , marcha-batuque, 1923. “Dedicado ao Moacyr Noronha e ao Club dos Tenentes do Diabo - Homenagem ao K. Noa”. Viúva Guerreiro & Comp., nº ch. 705. [PDF] [MP3] [MIDI]

Viva à Penha!... , samba, 1926. Irmãos Vitale, nº ch. 645. [PDF] [MP3] [MIDI]

Vou me benzer!... (As criaturas), samba, 1919-1920. “Dedicado ao público e oferecido à Imprensa”. Casa Beethoven - Nascimento Silva & Cia., sem nº ch. [PDF] [MP3] [MIDI]

Acesse aqui a Parte 2, referente às partituras contendo apenas melodia e letra, e às partituras desaparecidas.

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Alexandre Dias

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Acesse aqui mais partituras que já resgatamos de outros  compositores brasileiros.

 

Agradecimentos:

a Adalberto Carvalho, que participou com entusiasmo desde o início desta pesquisa, realizando a editoração e transcrição da maioria das partituras aqui disponibilizadas

a Adilson Santos, que nos forneceu cópia da partitura de Alivia estes olhos

a Agostinho Brandi, que nos forneceu cópias das partituras de A favela vai abaixo, e Cabeça de promessa

à Biblioteca Mozart de Araújo (CCBB-RJ), que nos forneceu cópias das partituras de Cada um por sua vez, Não quero mais saber dela, Sempre voando, Só... na Casa Aguiar, e Tesourinha

à Biblioteca Natho Henn, que nos forneceu cópia da partitura de Cabeça de promessa

a Douglas Passoni, que extraiu os áudios e mídis de cada arquivo finale

a Fernando Sandroni, que nos forneceu cópias das partitura de Deus nos livre dos castigos das mulheres, Força e luz, Kananga do Japão, e Mil e uma trapalhadas

a Frederico Carvalho, que nos forneceu cópias das partituras de Alivia estes olhos e Cada um por sua vez

a Georges Mirault, filho de Aloysio de Alencar Pinto, que nos forneceu um exemplar original da partitura de Super-Ale

ao Instituto Casa do Choro, que disponibiliza em seu site (www.casadochoro.com.br) 24 partituras de Sinhô

ao Instituto Moreira Salles, e à coordenadora de música Bia Paes Leme, que nos forneceu cópias de 18 partituras

a Rodrigo Alzuguir, que nos forneceu cópia da partitura Burro de carga, e acesso a algumas gravações raras

a Sandor Buys, que nos forneceu cópia da partitura Ó mão de lixa!...